teste
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Desfaz
Em dias que a escuridão predomina
Eu prefiro ser luz
Em dias que a luz me cega
Eu visto minhas sombras
Eu prefiro ser luz
Em dias que a luz me cega
Eu visto minhas sombras
Quando a luz se apaga
Eu renasço
Quando amanhece
Me desfaço
Desintegro na multidão
Passos e vozes
As massas, sem cores
Um rastro no chão
Em minha totalidade
Apenas no vácuo
Onde abro os olhos
E sei quem eu sou
Só existo longe de tudo
Quando você me olha
Eu me anulo
Dentro de um casulo
Uma casca separa
O ser do ver
Na minha cabeça
Sou completo
Aos seus olhos
Me despeço
Nunca houve lugar
Nem por um momento fugaz
quarta-feira, 5 de março de 2025
Olhos de Desesperança
Paredes vazias
Vidas frias
Vias lotadas
O caos imperava
Mas ali dentro
Nada havia
Um vazio cintilante
Um último raio brilhante
O sol de despedia
A luz fraca em seu rosto
Toda a desesperança em seus ombros
Caídos como um anjo errante
Sem vontade de ir adiante
Sem coragem de estagnar
Era ele em seu lugar
O silêncio a engasgar
Dias de luta todos iguais
Um dia a menos
Um outro a mais
O futuro em uma mancha turva
Uma dor repentina
Profunda e aguda
Assistia sua vida passando
Como as pesadas gotas de chuva
Sua existência, um precipício
Como uma estrada acabada na curva
Fecha os olhos
Abre os olhos
Mesma cena
Nada muda
Um espelho
Uma penumbra
Olhar murcho
Se afunda
Olhou para dentro
E o vazio o consumiu
Virou do avesso
E não mais existiu
Uma vez era frio
Agora não é nada
Foi sua última parada
O fim da estrada
Vias lotadas
O caos imperava
Nada havia
Um vazio cintilante
Um último raio brilhante
A luz fraca em seu rosto
Toda a desesperança em seus ombros
Caídos como um anjo errante
Sem coragem de estagnar
O silêncio a engasgar
Dias de luta todos iguais
Um dia a menos
Um outro a mais
Uma dor repentina
Profunda e aguda
Como as pesadas gotas de chuva
Sua existência, um precipício
Como uma estrada acabada na curva
Abre os olhos
Mesma cena
Nada muda
Uma penumbra
Olhar murcho
Se afunda
E o vazio o consumiu
Virou do avesso
E não mais existiu
Agora não é nada
Foi sua última parada
O fim da estrada
***Esse é meu primeiro poema que usei inteligência artificial para gerar a o roteiro e a imagem guia da narrativa que escolhi.
sexta-feira, 18 de agosto de 2023
Mais Uma Xícara
Às vezes tudo o que
precisamos é de um chá.
Quente e doce.
Com aquele gosto de:
preciso de mais uma xícara.
Com um aroma inebriante.
Quente como um abraço.
Adentra seu corpo.
Aquece os lábios.
O corpo fica em êxtase com
tamanho sentimento de
preenchimento.
Depois tudo acalma.
Faz um bem pra alma.
14/07/2023
quinta-feira, 29 de setembro de 2022
Assonância, relutância
Quando eu falo
Quando eu calo
Quando eu escuto
Quando eu surto
Quantas cenas
Tantos gestos
Uma máscara
Um protesto
O grito não sai
A voz silencia
O corpo se engia
A doença vem
Os limites também
O eco ouve
Ele devolve
Ele me escuta
Ele responde
Repetitivo
Primitivo
Ciclo vivo
Vicioso
Sempre volta
À minha volta
Como uma escolta
Como na escola
Não aprendi
Não entendi
Só vou dormir
Sentir partir
Chega o sono
Vem o sonho
Vai-se o medo
Vai-se a sombra
Se me lembro
É setembro
Eu espero
Amarelo
Ninguém ouve
Ninguém vê
Nada além
Nem ninguém
Eu repito
Eu suplico
Quase vou
E quase fico
Nunca inteiro
Sempre partido
sexta-feira, 15 de julho de 2022
Interna(mente)
Tento não preocupar
Tento me ocupar
Mas tudo gira
Rápido e devagar
Tento me ocupar
Mas tudo gira
Rápido e devagar
Um sorriso que esconde
Uma gargalhada que camufla
O corpo incomoda
O peito infla
O ar parece estar preso
Numa prisão de carne e osso
Tento não implodir
Tento me impedir
É algum crime
Não se manter firme?
Sorria e aguente
Eles dizem...
"Não é tão urgente"
Se eu te contar
Qual desculpa vai dar?
Vai ficar tudo bem
"Siga em frente meu bem"
Em frente
Enfrente
Imediatamente
Não lamente
Eles não gostariam
Não mesmo
De estar na minha mente
Por um segundo ou menos
A poesia me acalma
Me acende a alma
Eu só queria falar
Mas não quero preocupar
Prefiro me ocupar
Poupar
E então não é o fim
E só mais um dia assim
Sem que eu desista de mim
sábado, 1 de janeiro de 2022
Amarelo
Um pedido de socorro
Em amarelo ouro
Um tudo bem
Nem tão bem
Em amarelo ouro
Um tudo bem
Nem tão bem
Uma risada escancarada
Esconde a dor lacrada
Um riso singelo
Um sorriso amarelo
Parecia feliz
Brincava, sorria
Mas a cada risada
Um pedido de socorro escondia
Quem iria decifrar?
Decifra-me ou te devoro
Decifra-me antes que eu desista
Desistir não é deixar
Desistir é fugir
Uma fuga esperançosa
Uma porta para a felicidade
Outro plano
Outra realidade
SOS
Um apelo
SOS
Veja além do óbvio
Quem sabe eu crio um elo
Quem sabe eu veja o mundo
Com um pouco mais de
Amarelo
domingo, 19 de dezembro de 2021
Sem açúcar
Ainda sinto a temperatura, porém me parece que estou num abrigo, numa cabana de madeira escura com frestas a entrar a luz e o frio. A tonalidade gélida do horizonte.
Aqui estou protegida sentada em uma poltrona velha de balanço. Envolta em um xale com um perfume de flores e degustando um chá sem açúcar.
Minha nada doce vida, o vento vem me receber. Antes eu queimava viva, meu estômago, minha cabeça e meu corpo inflamavam.
A suave brisa da cabana me trouxe uma esperança de paz e baixou minha temperatura. As árvores dançam lá fora de forma compassada e toda a sincronia da natureza me traz paz.
Enfim posso fechar meus olhos e descansar.
Tags
ansiedade,
depressão,
texto poético
domingo, 5 de dezembro de 2021
Alma sem flores
Você é apenas um borrão
Uma pincelada inacabada
Um sonho distante
Cheio de ilusão
Uma pincelada inacabada
Um sonho distante
Cheio de ilusão
Flores vivas em suas mãos
Roubadas de um jardim qualquer
Sentimentos tão mortos quanto seu olhar
Nada em ti soa real
Suas mãos são um convite
Para um precipício
As raízes
Nem sequer as cortou
E o que sabe sobre raízes?
Sentimentos que nunca provou
Eu fingi para o nosso nós florescer
Eu fingi para tentar caber
Eu fingi para ver um sorriso
Eu plantei naquele jardim morto
As sementes mais preciosas
Elas nasceram belas sem alma
Enquanto eu olhava para os céus
Você envenenou todas as rosas
Quando eu me senti inundada por ti?
A única invasão era seu toque insosso
Seu beijo frio e calado
Seu toque esquivo
Olhava-me nos olhos
Como quem quisesse dominar
Eu me fiz fantoche
Para que pudesse se alegrar
Quando foi que eu sonhei um sonho
Que real nunca poderia se tornar?
Quando eu me deixei ser seu jardim?
Onde plantou suas sementes podres
Eu me deixei morrer
Para reviver como sua boneca
Eu te amava a ponto
De esquecer que eu estava viva
Você entrou na minha vida como o sol
Com sua presença desmedida
Inundou minha alma com calor
Inundou minha essência com amor
Armadilha
Numa trilha
Numa via
Sem saída
* Baseado na música "Fake Love", BTS.
terça-feira, 7 de setembro de 2021
A Partida
Eu despertei de um sono profundo
E esse não era mesmo meu mundo
E esse não era mesmo meu mundo
Eu olhava e não me encontrava
Não me cabia
Não comportava
Eu apenas deixei de existir
E passei a assistir
Minha quase vida se extinguir
Tudo começa a ruir
No momento em que apareci
Não tinha onde apoiar
Não tinha onde repousar
A tempestade era em minha mente
Mas meu corpo se afogava
A voz calada sufocava
Estava presa num limbo
Estava apenas existindo
E a escuridão assistindo
Era o fim do meu destino
A calma dentro do caos
O tempo escorrendo pelas mãos
O infinito passa a ter fim
E o tempo apodrece dentro de mim
E a escuridão insiste em resistir
E minha alma pronta para partir
Tudo é escuro e frio
O que um dia já foi flor
Hoje se torna dissabor
E o que um dia já foi vida
Se rompe, apodrece e finda
Tags
morte,
poesias mórbidas
domingo, 17 de novembro de 2019
Coeur Noir
Olhos sérios e testa engiada, a olhar pela janela.
Encarava o nada no horizonte, pensava em sua existência.
A brisa quente e leve soprava em seu rosto.
Um belo rapaz passava na rua e olhou em sua direção.
Incomodada e entediada virou-se para seu próprio ombro.
Ela era fria e incomodava quem quer que cruzasse seu caminho.
A solidão sua mais antiga amante e até mesmo dela a dama se cansou.
"Não quero chuva,
não quero sol,
não quero terra,
não quero mar"
Mas no fundo o que negava era o desejo de amar.
Privava-se do contato humano, fugia de se entregar.
Fechando os olhos mergulhava num sonho, num inconsciente mundo efêmero, fugaz.
Quando acordava, um aperto no peito a tomava. Sempre o mesmo.
Tinha a sensação que a cada nascer e a cada pôr do sol, seu coração diminuía.
E a cada dia, ela tinha vontade de se mexer menos.
Doze horas de sono era pouco. Seu corpo pedia descanso.
Descanso eterno e ininterrupto.
Passaram-se dias...
Seu apartamento trancado, exceto pela janela da sala, cortinas esvoaçantes e quase se partindo.
Sua alma teria partido?
Deitada e inerte, assim fora encontrada, sem vida como sempre fora.
Somente parou de respirar.
Sua família inconsolável quis saber a causa da morte.
Suas coisas estavam intactas, mas a poeira tomava conta.
Próximo a seu quarto, um rastro de cinzas negras. Fuligem.
Sinais em seu rosto de um terrível e seco pranto. Suas feiões eram fechadas.
Abriu-se o peito da jovem. Bisturi cortando seu tecido branco.
A pele sendo dilacerada, banhada por um sangue escuro.
Do lado esquerdo do peito algo muito estranho foi avistado...
O que outrora fora uma carne saudável, deu lugar a algo espantoso.
Seu coração era pequeno e negro, um carvão que fora consumido.
Do tamanho de uma ameixa, padeceu sem amor, sem luz... e sem cor.
Tags
depressão,
texto poético
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Catrina
Trazida pelos ventos do norte
À esperar pela doença
Já a amava desde criança
Vestida como a morte
Trajada com a loucura
Jogada à propria sorte
Com a vontade mais pura
De encontrar-me com a morte
Um rastro de esperança
Foi esquecido em minha infância
No porto sob o sol forte
Esperando o beijo da morte
Como uma miragem no deserto
Seu manto negro à flutuar
Como que em transe adentrei o bote
Para com a morte desposar
terça-feira, 20 de março de 2018
Ruínas
Há mais beleza nas palavras tristes, nos sentimentos profundos e na destruição. Uma flor é bela por suas cores, por sua representação da vida. E uma ruína? Que sobrevive ao tempo, que carrega uma história, que carrega sua morte e vida a cada dia...? Sou minha ruína, carrego minha bagagem a cada dia, há quem queira terminar de me destruir, há quem queira me registrar. Ali vivo com meu passado e meus pesares, me alimento das lembranças, eu não queria ser um monumento que encerra toda beleza em si mesmo. Sou um símbolo, sou marca de um período, sou o que sempre quis ser...
A ruína dos amores e dos sabores de outrora. Podem me derrubar agora, ali estarei, no solo de qualquer outra edificação. Ser triste é mais profundo, é não se entregar às fúteis insanidades do mundo, é não se conformar, é questionar, é pensar, pensar, pensar... Por que não vieram me implodir? Eles devem enxergar beleza nas ruínas, devem enxergar a si mesmos negando suas frustrações. Sou o monumento da memória dolorosa, que todos tentam se esquecer. Há quem me chame nostálgica, sou apenas fragmentos dos sentimentos que enterrei antes do tempo, um túmulo das experiências não vividas. Sou meu próprio jazigo, me enterro em mim, me encerro em mim, me liberto... Enfim.
segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
Desvanece
Era noite
Era dia
Era a madrugada
Distante e fria
Seu rosto desaparecia
A cada memória forçada
A cada lembrança inventada
A cada pedaço de vida
As horas passam
E me mantém ativa
O sono me abandona
Minha alma vibra
Ainda vive em algum tempo?
É noite ou dia?
É frio? É escuro?
Pois então me diga
Seu retrato não encontro
De tuas palavras não me lembro
Pois me diga pobre alma
Por que de ti não me esqueço?
Que valor tens eu não sei
O que és muito menos
Pois me diga
Por que...
Esquecer de ti não me atrevo?
Tens um trevo contigo
Mas a sorte não te acompanha
Tens meus sonhos, amigo
Ainda assim não me encontra
Se mostra distante
Sempre sem palavras
Eu avisto teu rosto
Mas nunca me aproximava
Ora! Estamos presos
Entre dois mundos
Entre dois planos
Duas frequências
Dois submundos
De ti amigo não me lembro
Nem sei de tua real existência
Mas sinto que sentes minha falta
E sinto tua presença
Em alguma lembrança sobrevive
E em meus lamentos mantém sua essência
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Limítrofe, eu
Almejo
Eu vejo
Relampejo
Em teus braços
Teu corpo
Teu beijo
Alinho
Me aninho
Carinho
De tua cama
Fizeste meu ninho
Dos amores
Tremores
Terrores
Em minha boca
Todos seus sabores
Algoz
Feroz
Veloz
Calaste minha alma
Calaste minha voz
De que vale o acalento
Se fugiste com o vento
De que vale meu lamento
Se viajo contra o tempo
Corro de encontro
Corro dos outros
Corro de mim
Num abismo sem fim
Eu me atiro
Em meus próprios espinhos
Eu me firo
Liberta estou
De tudo o que me mata
Deste corpo pesado
Da mente maltratada
Meu ser não passa
De matéria inanimada
Eu vejo
Relampejo
Em teus braços
Teu corpo
Teu beijo
Alinho
Me aninho
Carinho
De tua cama
Fizeste meu ninho
Dos amores
Tremores
Terrores
Em minha boca
Todos seus sabores
Algoz
Feroz
Veloz
Calaste minha alma
Calaste minha voz
De que vale o acalento
Se fugiste com o vento
De que vale meu lamento
Se viajo contra o tempo
Corro de encontro
Corro dos outros
Corro de mim
Num abismo sem fim
Eu me atiro
Em meus próprios espinhos
Eu me firo
Liberta estou
De tudo o que me mata
Deste corpo pesado
Da mente maltratada
Meu ser não passa
De matéria inanimada
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