UM BLOG DEDICADO AO SURREALISMO DA MINHA MENTE. COM POEMAS, SONHOS E TEXTOS.

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Mudanças, coisas e listas



Algumas coisas nunca mudam e então somos nós quem devemos mudá-las. Se a goteira sempre cai no mesmo lugar ao invés de ficar lamentando que ela estraga o carpete, por que não conserta-la? Afinal não deve ser assim tão difícil... Ou você muda as coisas ou elas nunca vão mudar. Algumas tem o poder se se ransformar por si só, e então podemos nos acomodar achando que tudo tem esse poder.

Se você vive uma situação que não lhe agrada e sempre pensa que ela vai mudar por si só ou que alguém envolvido fará esse papel... sinto lhe dizer mas vai juntar um balde de frustrações... Mude-a! Tente agir de outra frma, tente ver por outro ângulo, proponha algo, diga algo que surta efeito e tomadas as providências vê que ainda não mudou... mude de situação, procure outros ares e outras coisas.

Aquilo que é para ser seu, ninguém tira, se lhe foi destinado, ninguém irá possuir... Não para sempre, o que é seu sempre volta para você. O que é seu é seu para sempre, caso contrário nunca foi e nunca será. É de outra pessoa e só não chegou nas mãos dela ainda. E o que é seu ainda não chegou em suas mãos.

Se bem qua acredito que colecionamos coisas, não é somente uma, são várias. Pode ser que sim, que por um momento aquilo era seu, mas também não significa que precisa voltar para suas mãos. Como um brinquedo de infância que você doa... era muito importante e no fundo ele carrega todos os seus sentimentos e memórias. Têm sua marca alí apesar de estar com outra criança.

Algumas coisas são eternamente nossas porém não nos seguem pela vida toda... Como nossos pais, nossos entes queridos, nossos animais de estimação.

O fato é... tudo vai se tranformando e se ajeitando, as peças mudam, sempre. Não insista em guardar peças que devem circular por aí, que devem obter algum outro valor. Somos feitos de valores e vamos andando por aí com uma lista dos valores que serão atribuídos a nós... temos que entrar em diversas situações para que essa lista seja preenchida e as pessoas fazem parte desse processo, nos ajudando a agregarmos. Pessoas sempre vão circular por aí... até que sua lista é preenchida e ela pára, ela pode parar em você mas não você nela, vocês podem parar um no outro.

Vocês podem até ter se conhecido à procura de um dos atributos mais importantes da lista, porém estavam no meio dela... e precisavam circular para preenchê-la. Quem sabe se quando as listas forem completas, se houver sincronia, que um volte para o outro.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

E se a vida fosse uma batalha?


Já pensou se a vida realmente fosse uma batalha? Se tivéssemos que sair por aí com nossas cotas de malha, um escudo, um elmo e uma espada? Se tivéssemos que ficar alí na barreira de escudos, na primeira fila?

Já pensou?

Tudo seria caótico, porque nós nos perdemos, nos encolhemos, ficamos indispostos. Imagine você em meio a flexas cortando os céus, fogo e tiros de canhões. E então está lá olhando para cima com aquele olhar vago de que não queria estar alí, que preferia a tranquilidade de seu lar. Seus adversários com a sede de vencer vindo em sua direção e você sem poder fazer nada, com vontade de chorar.

Toda a gritaria e a multidão, caras de pânico, de sofrimento e você em meio a tudo isso, confuso e sem vontade de levantar um dedo sequer. Pois imagine. Não são todos os dias que acordamos para vencer. Nem os mais 'fortes' e mais decididos conseguem. Todo mundo diz e já virou clichê de livro de auto-ajuda essa coisa de que você tem que acordar pronto para vencer e para conquistar as coisas.

Não não é assim, um dia você acorda disposto e outro não. Temos é que saber balancear, inflar o ego machuca, esvaziá-lo, mais ainda. Então na dosagem certa achamos forças para enfrentar as situações. Você tem que estar preparado para saber lidar e resolver as coisas da melhor forma. Mas também sabemos que não é isso o que sempre acontece não é mesmo?

cá ente nós, somos humanos e está em nossa natureza irmmos para o lado errado, o tortuoso que vai nos enganar e fazer a gente se perder. Pois é. E para evitar tudo isso, o que nos resta é usar um pouco da razão, analisar, fazer experimentos. Porque a vida é um experimento, nela você tem as cobaias, tem os intrumentos para tirar amostras, e os equipamentos de análise. Basta vestirmos nosso jaleco branco da consciência e bora lá! Vamos ao trabalho!

Agora a gente volta na batalha, ainda bem que a vida não é assim. Muitos nem passariam pela primeira barreira de escudo. Muitos de nós iriam se abaixar, se entregar. Então não se cobre demasiadamente como se sua vida corresse risco todos os dias, sim corre. Ninguém sabe o que vai acontecer daqui a dois segundos. Mas viva na esperança de que fez o suficiente por hoje, por ontem e que amanhã acordará disposto ou não a fazer o suficiente pelo próximo dia. Vivendo um dia de cada vez.

O amanhã pode não haver, nem o daqui dois segundos. Mas para que pensar assim e se frustrar? Para que querer resolver tudo hoje se tem coisas que só o tempo pode curar ele existindo ou não. A chave é a paciência, a inteligência e a serenidade.

Essas chaves nem sempre estão alí debaixo do tapete da frente, como reservas. Às vezes tem que saber encontrá-las e quando encontram elas então num baú, que necessita de uma outra chave. E a busca pelas chaves é a busca pelo eu, pelo domínio de seus atos e de sua mente. Quando abrir o baú vai ver que estava tudo alí, agora ao alcance das suas mãos. E verá que as coisas ao seu redor têm mais brilho e as mais fúteis e banais podem não ter mais tanta importância, porque agora você é uma pessoa cheia, você pegou suas virtudes e soube usá-las para o seu próprio bem.

E eu acho que é nisso que a vida se resume, não numa batalha, mas numa busca pelo tesouro escondido.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Crias da Megalópole

Eu já disse que te amo hoje? Se eu não disse é porque não preciso disso. Porque sei muito bem o quanto te quero e para quê repetir todos os dias? Eu tenho certeza!

Eu acordo todos os dias e penso em tudo e em todos. Eu olho para o sol ou para a chuva e sorrio. É mais um dia e eu estou bem, eu supero. Eu deixo me levar pelos ventos da cura. Eu tento me reerguer e a cada dia eu dou mais um passo.

Eu vou vivendo a minha vida com as minhas neuroses e chiliques. Um dia ruim outro pior, um melhor que todos. Assim é. Assim vou lembrando de você, dele, delas. De todos.

Se não te digo que gosto de estar com você é para não nos afastar de repente. É para ir levando as coisas e eu bem sei que tudo que nos afasta, nos aproxima. Eu bem sei que a qualquer hora os ventos podem mudar de direção e se faz um vendaval, estou dentro dele e você já bem longe numa casinha de madeira.

O que me preocupa é ouvir o seu "eu te amo" todos os dias. Vai ver é o costume. Se um dia eu te disser 'eu te amo' repetidas vezes, de modo rotineiro, se preocupe! Pois aí sim pode estar surgindo outros sentimentos ou morrendo alguns e a necessidade de afirmar para si mesmo que não se deve abandonar recai em um "eu te amo", desesperado. De forma a dizer "será que eu amo mesmo?" eu me preocuparia.

Mas o amor é coisa complicada, é assunto pra poeta, pra boêmio, pra bêbado e para mulherzinhas. Não me sinto mal em desprezar o amor, porque sei que ele a cada dia tenta me vencer, a cada dia me aplica uma nova lição, que é para ver se eu enlouqueço.

E não é que às vezes dá certo? E porque tratar sentimentos banais como amor? Oras tudo tem amor, é ele quem move o mundo ele e seu meio irmão, o ódio. Quando os dois resolvem se encontrar, sai de baixo que aí vem a prima que vem de malas cheias, a neurose, com sua amiga psicopatia e mais uma leva de doidos que nos tiram do sério.

Mas as criaturas que não dizem não significa que não sentem, não sofrem. São caladas e individuais demais para padecer de tal doença, dessa febre que nos queima. São fortes demais. Ou tão fracos que se trancam em si mesmos ou que despejam suas frases prontas por aí. É tudo questão de ponto de vista, pois tudo aqui é visto de maneira isolada, pois poucos têm idéia de que vivem num conjunto, num mundo.

As pessoas nem sabem o significado de mundo, de população, de pessoas. É tudo um amontoado de terra ou de carne. Ninguém nem sabe o que é o espírito. "Ah, é aquilo que tem dentro de você, como recheio", é mais. Não está só dentro de você como está no mundo, tudo ligado. E cada qual com sua ferida, com seu amor perdido.

Pois é amor aqui, amor alí... Cansei de tanto ouvir essas palavras por aí a fora. De tentar vivê-las por aí a fora. A cidade é pequena e encolhida demais para deixar esses sentimentos se expandirem. A vida noturna é fria demais para deixar se esquentar. As pessoas são pequenas demais para viver coisa tão grandiosa assim.

É mais fácil não se apegar, não amar, não olhar, não admirar. Tudo rápido e vinte e quatro horas como em todas as metrópoles. Pois a atmosfera é muito rarefeita para esses aromas inebriantes.

Porque se tornou natural se defender das coisas mais inofensivas da vida, pelo descuido dos que não sabem amar e não sabem se amar. Como todas as coisas, um depende do outro e nesse clima holístico que a cidade não tem, dá crias individualistas e medrosas, presas fáceis e caçadores hábeis. Pena que não contaram a eles que estão de passagem. Não lhes disseram que não vão levar da vida os sentimentos levianos, os não-sentimentos que de nada valem. Que pena, não contaram.

domingo, 26 de setembro de 2010

Surrealismos

Quantas gotas de surrealismo cabem em sua mente?
Só sei que a minha vem transbordando. Desde transtornos que me fazem ter certas alucinações imaginárias, até situações inusitadas que eu crio para me distrair. Salvador Dalí me entenderia... Me possua Dalí! (Rs) Deixe-me ser seu veículo de loucura aqui na Terra. Bom, Dalinismos à parte...

Um dia acordo e meu vizinho da frente é meu maior ídolo. Marilyn Manson em sua versão Sr. Brian Warner me aparece acenando pela janela e sorrindo, logo pela manhã, enquanto eu dou um aceno tímido e coro imediatamente. Num outro estava alí, lavando seu carro na frente da garagem, sem camisa e eu olhando pela vidraça. Noutro saía de toalha com o cabelo molhado, para apanhar o jornal, o cachorro o lambia e eu espiando, ele me vê e acena. Surreal, tão surreal que não seria de seu feitio tais coisas, até porque é tímido como eu.

Ouvir músicas e criar clipes e momentos em sua cabeça. Acho que deveria fazer rádio e tv... Não, minhas idéias não passariam de mau gosto, acho que a arquitetura é o lugar certo para exorcizar e exteriorizar esses desejos incontidos que um dia poderiam se tornar montros. É a arte meu querido, é ela que me chama sempre... mas sou tímida demais para ela e decidida demais para meu outro amor, o eterno, o científico e animalesco... selvagem!

Meu último pensamento surreal, show do Rammstein à vista, dominando completamente minha playlist, ansiedade. Amour, Amour! Eis que a imaginação vem à tona e tudo começa... O local: uma dessas casas de shows onde acontecem apresentações de tango argentino, predominantemente vinho, iluminação quente, aconchegante e vintage. Um palco, um bar à esquerda, uma única mesa na platéia, com sete lugares. A música: Amour, Rammstein. No palco: Till Lindemann nos vocais; Oliver Riedel no baixo; Flake nos teclados; Doom na bateria; Paul Landers E Richard Kruspe nas guitarras, todos vestidos com terno preto risca de giz e uma rosa vermelha no bolso, no melhor estilo latino. Na platéia: eu, vestido preto, rosa vermelha no coque.

A música começa (dê o play!), seis corações cantando a maldição do amor. Começa o show, eu a assistir.

Die Liebe ist ein wildes Tier
Sie atmet dich, sie sucht nach dir
Nistet auf gebrochenem Herz
Und geht auf Jagd bei Kuss und Kerzen
Saugt sich fest an deinen Lippen
Gräbt sich dinge durch die Rippen
Lässt sich fallen, weiss wie Schnee
Erst wird es Heiss, dann Kalt, am Ende tut es weh

Amour Amour
Alle wollen nur
Dich zähmen
Amour Amour
Am Ende
Gefangen zwischen deinen Zähnen


Till, desce do palco e caminha lentamente em minha direção. Levanto-me e ouço-o cantar para mim, segurando em minhas mãos e me fazendo girar, me mover:

Die Liebe ist ein wildes Tier
Sie beißt und kratzt und tritt nach mir
Hält mich mit tausend Armen fest
Zerrt mich in ihr Liebesnest

Frisst mich auf mit Haut und Haaren
Und wirbt mich wieder aus nach Tag und Jahr
Lässt sich fallen, weich wie Schnee
Erst wird es Heiss, dann Kalt, am Ende tut es weh


Arranca-me o lenço do pescoço, começando o refrão no meu ouvido e depois vai se distanciando, voltando ao palco com o lenço apertado entre os dedos:

Amour Amour
Alle wollen nur
Dich zähmen
Amour Amour
Am Ende
Gefangen zwischen deinen Zähnen

Amour Amour
Alle wollen nur
Dich zähmen
Amour Amour
Am Ende
Gefangen zwischen deinen Zähnen


Todos me encaram de uma forma sedutora e amarga, me sento e seguro a taça de martini mexendo-a, olhando de forma instigante:

Die Liebe ist ein wildes Tier
Sie atmet dich, sie sucht nach dir
Nistet auf gebrochenem Herz
Und geht auf Jagd bei Kuss und Kerzen
Frisst mich auf mit Haut und Haaren
Und wirbt mich wieder aus nach Tag und Jahr
Lässt sich fallen, weiss wie Schnee
Erst wird es Heiss, dann Kalt, am Ende tut es weh


Provo o martini e os observo olhando por cima da taça, Till ainda com o lenço, apertando-o e ergendo-o com o punho fechado:

Amour Amour
Alle wollen nur
Dich zähmen
Amour Amour
Am Ende
Gefangen zwischen deinen Zähnen


Estava envenenado, me engasgo e levanto com dificuldade, com as mãos na garganta e com o olhar neles, a clamar por socorro:

Die Liebe ist ein wildes Tier
In die Falle gehst du ihr
In die Augen starrt sie dir
Verzaubert wenn ihr Blick dich trifft


As pernas já não respondem, me apoio e puxo a toalha da mesa, indo ao chão, estendendo uma das mãos aos seis cavalheiros e percorrendo com os olhos a expressão indiferente de cada um deles. Me desepero e tento arranjar ar:

Die Liebe
Die Liebe ist ein wildes Tier
In die Falle gehst du ihr
In die Augen starrt sie dir
Verzaubert wenn ihr Blick dich trifft


Meu coração dói, me rastejo. Minhas veias saltadas e as unhas sangram, arranhando o chão e a garganta, me debato e tremo, ainda com uma das mãos estendidas clamando por um último suspiro... :

Bitte Bitte, geb' mir Gift
Bitte Bitte, geb' mir Gift
Bitte Bitte, geb' mir Gift
Bitte Bitte, geb' mir Gift


Em vão. Till solta o lenço e se vira para seus companheiros.

O Fim


Imagino toda vez que ouço essa música, já se tornou um Déjà vu. Um dia amadureço mentalmente enquanto isso deixa ela brincar e inventar, isso realmente me acalma e me distrai. Essas coisas nem são tão surreais, bom, dependendo do ponto de vista do que é surreal... Irreal e estranho... aí sim.

Imagino, como eu seria se tivesse nascido em determinado ponto do globo terrestre, teria a mesma personalidade e se tivesse, quais seriam as influências e de que forma eu pensaria em tais coisas, o que eu teria feito ou não teria. Teria desenvolvido algum tipo de disturbio de personalidade, mental. Como me vestiria, como agiria, teria qual aparência? Penso tanto e nem tenho tanto tempo para isso, e sempre me surgem em momentos inoportunos... à noite quando tento pegar no sono, de manhã quando estou acordando, durante o banho, durante a maquiagem para o dia-dia antes do trabalho.

Pensar muito é deixar de viver um pouco? Planejar demais e não concretizar basicamente nada? Ainda tento mudar, mas até lá dou asas à mente e deixo-a trabalhar em prol de meus momentos de calma e fuga do real.


domingo, 2 de maio de 2010

O pensamento coletivo me deprime

Um pai fala de morte com sua filha, como se estivesse preparando-a para o dia de sua partida. Falava de céu, de anjos, de Deus... E a abraçava. Ela achando tudo aquilo divertido e nem ficou com medo. Ele dizia que ela devia aprender algumas coisas desde nova, como a responsabilidade e lhe deu um véu. Ela dobrava e desdobrava, amassava. O pai dizia que ela devia cuidar dele, que ele não compraria outro. A questão da morte para a criança lhe rendeu boas perguntas, curiosidade pueril. Ouvia o pai falar, com uma pequena bíblia na mão. Contou lhe sobre a alma, que assim que se separava do corpo ia para o Reino dos Céus e ficava ao lado das pessoas boas, isso se tivesse praticado atos bondosos. A garotinha perguntava se ele também iria. Então começou a contar como seria sua "passagem".

E se alguns segundos depois tivesse acontecido algo com ele? Se tivesse morrido naquele momento? Diriam que ele preveu, premeditou? Foi intuição? Enfim... a garotinha estaria pronta para o mundo? Lembraria das palavras sobre responsabilidade e bondade? Perguntas a parte. Não ocorreu nada e então a conversa foi só uma conversa, no metrô e eu como ouvinte curiosa e atenta. Um dia quando esse senhor se for sua filha lembrará do exato momento em que a porta se abriu e saíram, se abraçaram e ele com aqueles olhos de pai orgulhoso, amedrontado, preocupado. O que o mundo reserva para estes dois? O que ele reserva para mim? Estarei aqui amanhã? Depois? Voltarei a escrever aqui?


Enfim, as coisas são estranhas e o mundo é imprevisível. Perigoso. Mas palavras que se dizem segundos antes de morrer valem mais do que quando passam-se meses ou anos. Às vezes a vida se encarrega disso para passar uma mensagem que nem sempre é ouvida... gera uma situação pior, caos. Ouça, não só ouça o que as pessoas têm a te dizer. Não julgue uma pessoa que fala sozinha como louca, ou que reza pelo mundo, que espalhe a paz, o amor... seja lá da forma que for. Anjos aparecem, em meio às nossas vidas, eles testam nossa capacidade como seres bondosos.


Um fato curioso que ocorreu um dia desses me chamou atenção. Uma senhora no ponto de ônibus, com uma sacola cheia de coisas, parou, repousou as coisas sobre o chão e começou a murmurar. Fiz uma cara torta de quem está de saco cheio, depois entendi o que falava... ela rezava... Com as não estendidas para o céu quase escuro, perambulava e passava entre os tanseuntes do local. Quase entoando um cântico, recitou algumas orações católicas bem conhecidas. Uma senhora de aparência "religiosa" porém de outra religião passou por ela e desviou acrescentando: "Sai mulher! Vai rezar na sua casa!" e parou ao meu lado, com o semblante de que queria comentar sobre aquilo, olhei para ela e não disse nada apesar de as palavras me virem até a boca. A senhora também quis me dizer algo mas preferiu olhar com pensamentos certamente ruins em relação a outra senhora que acabara de rezar, pegava suas coisas e se dirigia para outro lugar. Se foi. Eu não disse nada e logo meu ônibus chegou. Fui, numa paz e calma, antes estava aflita, com medo das pessoas. Ainda tinha uma desconfiança mas via a esperança da mudança da visão alheia.


Com tudo isso? para que serve a religião?? Religião... religar? Segundo Lactâncio, um autor cristão, o termo religião vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus. [Wikipédia] Bom, deixa eu tentar entender... o que foi a reação da senhora que certamente era de uma religião "oposta" a da senhora que rezava? O líder da igreja dela pode fazer pregações na praça da sé, no metrô, nas ruas. Algo até comum de se ver, mas uma católica não pode sair por aí simplesmente abençoando suas ruas, sua cidade, seus companheiros dessa caminhada para a certeza da morte.


O tal do "mainstream" emburrece, limita, não importa em qual setor. Um artista não pode desenhar santos e demônios convivendo com suas diferenças, não pode unir toda e qualquer religião, senão é chamado de estranho... doente. Uma pessoa não pode se expressar através de um lado sombrio, pois é tratada como louca, anormal, de mau gosto. Eu sei porque sofre com isso e não acho que isso seja errado, imoral, feio. A beleza está em quase tudo, as pessoas que não sabem enxergar suas diversas formas. Ou pelo menos deviam tentar entender os diferentes pontos de vista, não precisam compartilhar da mesma opinião, mas pelo menos não julgar dessa forma tão grotesca e repudiante.


Hoje eu trato qualquer assunto de uma forma mais normal, aceitável ou pelo menos explicável ainda que bizarra. Exceto óbvio os assunto em que envolvem prejudicar os outros, seja humano ou animal. Humanos... ainda tenho que aprender a amá-los, mas com tanta mediocridade é muito difícil. Mas isso é pano pra outra manga.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Será que eu fui Deus?

Foi a pergunta que me veio ao pensar em alguns fatos. Senti-me onipresente ao passar por alguns lugares e sentir que estava simultâneamente em todos eles. Foi uma sensação esquisita, difícil de ser narrada.
Uma vez pedi a ele um pouquinho de seu gosto. Um pouco de seu trabalho, para saber como é ser Deus.
E um dia me senti Deus por uns instantes, quando desejei algo meio que sem querer mas com alguma vontade oculta e ocorreu de fato. Aconteceu mais algumas vezes. Será que somos Deus por alguns instantes? Coisas boas e ruins aconteceram assim como por vontade divina, que naquele momento era a minha.´
Às vezes me sinto no dever de ajudar alguém, de fazer algum bem, de proteger, lutar. Como os anjos. Será que sou um deles? E que Deus irá me chamar assim que cumprir minha missão. Porém... se fosse um anjo seria um anjo incompleto, um anjo misto. Que se divide entre as coisas boas e más, certas e erradas. ou eu seria um anjo justamente por isso? Por estar mais próxima do que é o ser humano, para jogar dos dois lados e vencer pelo bem. Não sei, é confuso. Mas, tem vezes que me sinto especial, uma alma diferente. Posso e possivelmente estarei errada.
Minha numerologia uma vez me disse que eu era muito iluminada e que eu tenho a missão de ajudar.
Realmente me sinto iluminada, é como se eu tivesse uma ligação direta com Deus, pois minha proteção é mais do que divina e sempre que estou em apuros ele me escuta imediatamente. Será sorte? Se fosse eu já teria ganhado na Mega Sena sem ao menos concorrer.
Não tenho como dizer que Deus não existe porque eu sinto isso para mim e em mim ele existe.
Teria o poder de recriar o mundo? Assim como a Suzumiya Haruhi? Não, aí já é demais. Já é utopia... ou alienação. Tem muitas vezes que me sinto como se desejasse e o desejo se concretizasse em algum lugar do mundo sem que eu soubesse, mas em que algum momento descobrisse.
Será que temos o poder de sermos Deus por alguns instantes?

Bi Manson

Uma postagem de papel

A garrancheira faz parte... e os erros de português, a semelhança do "e" e "o"...

Para vizualizá-la clique na imagem:

Bi Manson

domingo, 29 de novembro de 2009

Um lugar na sujeira

Essa é a tradução do título do blog... Por que "um lugar na sujeira"?
A internet é em si uma grande sujeira, uma grande lixeira onde achamos pesquisas abandonadas, artes decadentes, textos inúteis, pornografia, pedofilia, crimes em geral. Mas como numa lata de lixo, encontramos coisas aproveitáveis, que foram descartadas por alguém que as achava inúteis ou já com o propósito de serem encontradas.
O mundo é uma grande sujeira, e esse espaço é um lugar nessa imundice, onde posso descartar o que me aflige... Descarto coisas boas também e espero que estas principalmente, sejam encontradas.

"A Place In The Dirt" para quem não conhece, é uma música de um cantor que admiro muito, em todos os aspectos: Marilyn Manson. Já devia ter colocado a origem do nome do blog desde o começo, mas sabem como são as coisas... (rs)

Aqui está a tradução e em seguida a letra original juntamente com a música em si:

Um Lugar Na Sujeira
.
Estamos condenados e estamos mortos
Todos os filhos de Deus vão ser enviados
Para nosso lugar perfeito no Sol
E na sujeira
.
Há um pára-brisa no meu coração
Somos insetos tão manchados e marcados
E você poderia nos fazer parar de pensar
Antes que eu engula tudo isso?
Você poderia por favor?
.
Me ponha no desfile de carros
Me ponha na parada da morte
Me vista e me leve
Me vista e me faça
Seu Deus moribundo
.
Anjos com agulhas
Furando nossos olhos
Deixe a luz feiado mundo entrar
Não somos mais cegos
Não somos mais cegos
.
Me ponha no desfile de carros
Me ponha na parada da morte
Me vista e me leve
Me vista e me faça
Seu Deus moribundo
.
Agora nós sustentamos a "cabeça feia"
A Prostituta Maria está na cama
Eles fizeram sombra da nossa morte perfeita
No sol e na sujeira

.




A Place In The Dirt
.
We are damned and we are dead
All god's children to be sent
To our perfect place in the sun
An in the dirt
.
There's a windshield in my heart

We are bugs so smeared and scarred
And could you stop the meat from thinking
Before I swallow all of it,
Could you please?
.
Put me in the motorcade
Put me in the death parade
Dress me up and take me
Dress me up and make me
Your dying god
.
Angels with needles
Poked through our eyes
Let the ugly light
Of the world in
We were no longer blind
We were no longer blind
.
Put me in the motorcade
Put me in the death parade
Dress me up and take me
Dress me up and make me
Your dying god
.
Now we hold the "ugly head"
The Mary-whore is at the bed
They've cast the shadow of our perfect deat
Hin the sun and in the dirt
.

De certa forma um retrato doentio do mundo.

Um dia a cura chega... Enquanto não...

quarta-feira, 4 de março de 2009

E.Q.M.?

Você já sentiu como é a sensação de ter uma bala atrevessando seu cérebro?
Eu já.
Não foi no mundo real, não escapei da morte por pouco, foi somente um sonho.

Estava eu e meu primo, correndo e descendo uma grande escadaria de uma favela, correndo de uns traficantes ou bandidos. Quando parece que tropecei... mas na verdade senti uma agulhada na minha nuca, como se um feixe de luz atravessasse meu cérebro, fazendo cada migalha se espalhar na minha frente. Ví aquela massa cinzenta misturada como vermelho do sangue, por um momento não consegui me mexer e minha respiração foi se tornando cada vez mais difícil, uma tontura tomou conta de mim e perdi meus sentidos. Logo depois, não posso precisamente dizer quanto tempo se passou, rotomei minha consciência e tudo ficou leve... Somente vi alguém caído na minha frente, era meu primo. Perguntei se ele estava bem, mas não se movia... Quando de repente parece ter recobrado a consciência também e se levantou, mas seu corpo continuava caído no chão, olhei para trás e o meu também estava. Não sei dizer ao certo como, mas chegamos em um hospital. Lá estava minha tia, sentada preocupada, acho que não tinha recebido a triste notícia ainda. E nós tentávamos avisá-la, falar que "estávamos bem". E aí acaba o sonho...
Todo sonho que tenho acaba assim... vagamente, acho que quase todo mundo é assim... Mas uma coisa eu juro! Sentí o gosto da morte, senti como é morrer... a agonia que dá. Não sei se foi "real" ou não... Se foi somente um produto de minha imaginação, foi muito perfeito... E se foi um tipo de "viagem astral" foi estranho, porque sentí meu fio se desligando de meu corpo e isso só acontece quando morremos. E no dia seguinte acordei... e estou aqui... Se não tivesse sido um sonho... poderia considerar que tive uma EQM [Esperiência de Quase Morte] e não quero ter novamente...

terça-feira, 18 de março de 2008

Começando...

Olá!

Esse é mais um dos meus blogs, mas ao contrário de todos, esse é... hum... Diria, bem sóbrio.
Dedicado a poesias, textos filosóficos e sonhos... Tudo bem que meus sonhos são bem surreais... mas como é o surrealismo da minha mente, algo inconsciente, somente um sonho... não deixa de ser uma coisa sóbria. Espero que meu blog tenha leitores, pois desejo através desse espaço que me foi dado, expressar meu lado mais maduro, clarividente, esotérico e espiritual. E medieval também... afinal, estou presa nessa Era! Não diria presa, pois soa como se eu estivesse tentando sair dessa Era, e é bem o contrário, eu quero é permanecer pela eternidade na Era Medieval... nem que seja só nos sonhos ou na imaginação.
Espero que dê certo!